PROCESSO DE CUNHA E SUAS ÚLTIMAS DEFESAS

Por Larissa Lins

Eduardo Cunha é, de longe, um dos nomes mais citados nas mídias ultimamente. Presidia a câmara dos deputados, mas foi afastado e teve seu mandato cassado após várias acusações jurídicas e pressão social. O “Fora, Cunha!” ganhou força até mesmo dentro da câmara, onde vários deputados e deputadas, mesmo votando a favor da admissibilidade do impeachment no dia 17/05 declararam desapoio ao até então presidente da câmara.

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Foto: Givaldo Barbosa

No Supremo Tribunal Federal, pelo menos vinte e dois processos têm envolvimento com Eduardo Cunha por diversos motivos. Esses processos e inquéritos datam a partir de 1999, época em que Cunha era Presidente da Companhia de Habitação de Estado do Rio de Janeiro (CEHAB-RJ). Desde então, seu número de inquéritos só cresceram e tiveram seu estopim recentemente com toda a conjuntura política brasileira. Delações e documentos comprovando contas no exterior, depois de um tempo injustificavelmente demorado, resultou na cassação do mandato de deputado de Eduardo Cunha.
Apesar dos documentos, Cunha se defendeu e alegou não possuir conta no exterior, ele se diz “usufrutuário em vida” de ativos fora do país. Alegou que não tinha mais essas contas em seu nome e que elas eram administradas por um truste – entidade legal resultado da fundição de várias empresas, que administra propriedades e bens em nome de beneficiários – administraria essas contas desde 2003. Essas contas teriam estado no nome do ex-deputado por dez anos (1993-2003).

Ele ainda afirma que o dinheiro que está depositado nessas contas é lícito por ser fruto de venda de carne na África, no Zaire, mais especificamente. Diz que o valor está sendo acumulado desde três décadas atrás, quando ele atuava como “caixeiro-viajante”. Hoje, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) entregou um parecer com cerca de 70 páginas e conteúdo não divulgado, mas que ele diz ser “absolutamente técnico e imparcial”. O parecer foi resultado de Cunha ter recorrido ao relatório do Conselho de Ética que pede sua cassação. A leitura está prevista para essa quarta-feira (6).

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