EMPRESAS LIGADAS A ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO SÃO INVESTIGADAS PELA POLÍCIA FEDERAL EM OPERAÇÃO TURBULÊNCIA

Por Vinícius Andrade

A Operação Turbulência entrou em ação na manhã da última terça-feira(21). Policiais federais de diversos estados, como Pernambuco, Alagoas, Goiás e Rio Grande do Norte, cumpriram 33 mandados de busca e apreensão, 22 de condução coercitiva e 5 de prisão ao longo de 16 municípios de Pernambuco e de Goiás. Diversos bens foram apreendidos com carros de luxo, embarcações, helicópteros e até mesmo um avião.

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Foto: JC/Divulgação

Em 2014, o avião que transportava o candidato à presidência, Eduardo Campos, além do piloto, co-piloto e mais quatro tripulantes, caiu e levou todos à morte. Na época, houve uma dificuldade em encontrar o proprietário da aeronave. Por haver essa dificuldade foi aberta uma investigação na Polícia Federal, a qual descobriu o esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, a organização criminosa era formada por um total de 18 empresas e era operada de duas formas: uma através de empresas de fachadas e outra a partir de empresas reais as quais havia contas onde era circulado tanto dinheiro lícito quanto ilícito. Tal dinheiro teria sido utilizado em pagamentos de propinas a políticos, o senador Fernando Bezerra Coelho seria um deles, como também no financiamento de campanhas políticas. Uma das campanhas auxiliadas pelo esquema seria a de Eduardo Campos a Governo de Pernambuco em 2010.

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Foto: Felipe Frazão/Veja

Paulo Cesar de Barros Morato, único dos que ainda estava sendo procurado pela operação, foi encontrado morto na noite de quarta(22) em um quarto do Motel Tititi no bairro de Ouro Preto, Olinda. O corpo não possuía indícios de agressões e no local não foi encontrado nenhum vestígio de sangue ou armas, a hipótese trabalhada pelo polícia é a de suicídio.

A investigação da morte de Paulo Morato está cercada de controvérsias. O Sindicato de Policiais Civis de Pernambuco(Sinpol) insinuam uma interferência política. A partir das investigações, o empresário era dono da empresa  Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplanagem LTDA e suspeito de ter recebido cerca de 19 milhões de reais da empreiteira OAS, dinheiro esse que foi desviado das obras de transposição do rio São Francisco para a campanha à presidência de Eduardo Campos em 2014.

Foto de Capa: PABLO KENNEDY / Futura Press/ESTADÃO CONTEÚDO

 

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