DILMA EM RECIFE

Por Larissa Lins

Desde quando foi afastada da presidência da República, Dilma Rousseff tem assumido uma postura mais intensa na defesa de sua legitimidade para o mandato e defende que o governo interino traz “retrocessos à população”. Essa atitude mais combativa é dada através de uma maior participação e interação pelas redes sociais, por um número maior de entrevistas concedidas – tanto à imprensa nacional quanto à internacional e viagem por diversas capitais brasileiras.

Uma campanha chamada “#caronadademocracia” incentivou a presidente eleita a visitar as capitais brasileiras mesmo quando Michel Temer restringiu seus voos através da FAB (Força Aérea Brasileira) no período que ela estivesse afastada da presidência; e assim ela fez.

Entre os dias 15 e 17, a presidente afastada teve compromissos em três Estados do Nordeste, Paraíba (15), Bahia (16) e Pernambuco (17). Em João Pessoa, Dilma esteve presente em uma audiência na Assembléia Legislativa; logo após, em Salvador, ganhou a condecoração de cidadã baiana; por fim, em Recife, discursou na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e participou de um comício em seu apoio no pátio de Nossa Senhora do Carmo.

O evento que aconteceu no auditório do CCSA (Centro de Ciências Sociais Aplicadas), tomou o fim da manhã e o começo da tarde. Com gritos calorosos de “volta querida”, a presidente eleita foi recebida por diversos alunos da universidade e alguns movimentos sociais que marcaram presença no ato intitulado “UFPE com Dilma” dentro e fora do auditório.

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Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Anísio Brasileiro, reitor, foi quem fez a fala de abertura do ato, defendendo a retomada de poder pela presidente afastada e ratificando os avanços educacionais que aconteceram da UFPE durante o governo petista. Em seu discurso, Dilma criticou Michel Temer, referindo-se a ele como “presidente interino ilegível”. Falou dos riscos pra educação que esse “atual governo ilegítimo” promoveria como o fim do FIES e do ProUni.

Mais tarde, no pátio da praça do Carmo, um evento organizado pelo Comitê de mulheres a favor da democracia da Frente Brasil Popular recebeu a presidente com palavras de ordem e ciranda. A praça estava lotada de movimentos sociais e de pessoas independentes que apoiam o governo Dilma, pedindo a sua retomada de poder. Ao final do seu pronunciamento, a presidenta cantou “Madeira que cupim não rói”, tema do bloco carnavalesco Madeira do Rosarinho, marcando bem a última frase da música. Frase esta que foi falada pela Deputada Federal Luciana Santos em seu pronunciamento no dia da votação de admissibilidade do processo de impeachment da Câmara dos deputados: “E dizer bem alto que a injustiça dói, nós somos madeira de lei que cupim não rói!”.

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Presidenta Dilma Rousseff durante Ato Mulheres pela Democracia contra à Violência | Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Foto de capa: Roberto Stuckert Filho/PR

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