MEIO POLÍTICO CADA VEZ MAIS CONTURBADO GRAÇAS À TEMIDA DELAÇÃO DA ODEBRECHT E AOS BOMBÁSTICOS PEDIDOS DE PRISÃO

Por Vinícius Andrade 

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Foto: Felix Leal/ Futura Press
O ambiente político vive um momento definitivo em que a Operação Lava Jato indicia  e prende um exorbitante número de políticos, independente de seu partido ou cargo atuante. Uma peça-chave considerada por muitos seria a delação da Odebrecht, na qual seriam revelados políticos envolvidos em negócios ilícitos com a empreiteira. O Ministério Público ainda não confirmou, contudo, acredita-se que a delação de Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira, preso desde 19 de junho do ano passado, já teria sido feito e assinada.

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Foto: Jorge William/ Agência Globo
Dentre os nomes envolvidos, aquele que é mais esperado ser mencionado é o da presidente Dilma Roussef. A revista IstoÉ no dia 03, sexta-feira, publicou uma matéria em que noticiava tal envolvimento. Na matéria está presente uma suposta conversa ocorrida entre a presidente Dilma e Marcelo Odebrecht, na qual ela cobra por uma doação de campanha de 12 milhões de reais para que essa sirva como forma de pagamento ao marqueteiro João Santana e ao PMDB em 2014, sendo tal transação considerada caixa dois. Por meio de sua assessoria de imprensa, Dilma informou que “jamais intercedeu pessoalmente junto a qualquer pessoa ou empresário buscando benefícios financeiros para si ou qualquer pessoa”.

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Arte/ O GLOBO
O nome da presidente não será o único citado, de acordo com a revista “Veja”, em uma de suas reportagens,  serão citados os nomes de 13 governadores e 36 senadores. Um total de 50 funcionários de todos os escalões da Odebrecht irão fechar acordo de delação premiada. Nomes como o do senador Aécio Neves (PMDB-MG), do ex-ministro Antonio Palocci e do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega são prováveis de aparecer.

Na manhã dessa terça feira (07), o jornal O Globo e o programa da TV Globo, Bom Dia Brasil, informaram que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),  do ex-presidente da República e atual senador, José Sarney (PMDB-AP) e do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os pedidos de prisão se encontram com o ministro Teori Zavascki a cerca de uma semana.

Os motivos para as prisões dos dois senadores e presidente do Senado estão atrelados às tentativas de atrapalhar as investigações feitas pela Operação Lava Jato, presentes nas conversas gravadas pelo delator Sérgio Machado. Em relação a Eduardo Cunha, o principal motivo  foi devido a sua insistência em manter uma influência sobre a Câmara dos Deputados, mesmo tendo sido afastado de seu cargo desde maio.

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