RESISTÊNCIA DAS LOCADORAS

Por Guilherme Mendes e Mariana Pedrosa

Quem viveu durante os anos 80, 90 e meados de 2000 com certeza lembra-se do surgimento ou do ápice das locadoras de filmes. Surgiram com o propósito de facilitar o acesso aos filmes que ficavam em cartaz nos cinemas por um curto período. Contudo, o tempo entre a saída do filme dos cinemas e a chegada às locadoras abriu espaço para novos modos de consumo de filmes.

Nos últimos anos, o desenvolvimento tecnológico proporcionou mudanças na maneira como os grandes estúdios faziam a distribuição de seu material, principalmente, os filmes de grande sucesso na bilheteria. Nesse contexto, empresas de TV a cabo e streaming passaram a ocupar o lugar que, anteriormente, pertencia às vídeo-locadoras. Atrelado a isso, os números da pirataria aumentaram vertiginosamente, agravando, ainda mais, a crise que tem afetado as locadoras de filmes.

Outrora presentes em quase todos os bairros, as locadoras de vídeo tornaram-se uma raridade. Esse quadro tornou-se realidade, principalmente, devido ao crescimento do Netflix, da pirataria e das TVs a cabo. Entretanto, as locadoras não estão extintas completamente. Ainda hoje existem algumas em atividade e com clientes fieis. São raras, algumas até desconhecidas, mas ainda tentam manter a tradição dos apaixonados por filmes.

Recentemente, a netflix atingiu a incrível marca de 75 milhões de usuários e tem seu catálogo vasto, baixo preço – os usuários pagam 19,90 mensalmente – e bom atendimento como características principais. Já a pirataria, por ser uma atividade ilegal, não apresenta custos financeiros ao usuário e, por isso, tem se tornado cada vez mais popular no mundo todo; para se ter uma noção, em 2015, o filme mais baixado de 2015 , o estadunidense Interstellar, teve quase 47 milhões de downloads em diversos países. Embora essa prática seja cada vez mais popular, o governo brasileiro ainda não encontrou uma maneira eficaz de combatê-la.

Além disso, os planos de TV a cabo têm se tornado cada vez mais acessíveis e, por isso, em 2015, as TVs por assinatura, no Brasil, alcançaram 20 milhões de usuários. Tendo em vista essa popularização, os estúdios de filmes têm apressado, cada vez mais, a chegada de suas produções aos canais a cabo. Esses fatores transformaram o mercado das locadoras de vídeo num modelo de negócios insustentável e, por isso, esses estabelecimentos viveram e ainda vivem num modelo de crises sem precedentes.

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