RAIA 30: CLÁUDIA RAIA CELEBRA SEUS 30 ANOS DE CARREIRA EM ESPETÁCULO

Por Guilherme Mendes e Juan Gouveia

Claudia Raia – atriz reconhecida nacionalmente pelo seu trabalho em televisão, cinema e teatro – celebra, há um ano, sua carreira artística de trinta anos em um musical, o qual evidencia todo o seu talento de atriz, cantora e bailarina.  Raia 30 estreou em São Paulo no ano de 2015 e, desde então, passou por diversas cidades brasileiras, incluindo Recife. Atualmente em fase de fim de turnê, a peça, dirigida por José Possi Neto e escrita pelo aclamado autor e ator Miguel Falabella terminará sua temporada no dia 05 de junho na mesma cidade em que estreou.

A obra teatral que, segundo Cláudia, não traz uma linha autobiográfica, mas, sim, conta a história de uma garota que desde muito cedo sonhava em se tornar uma artista; possui uma estrutura grandiosa e um elenco afiado. O espetáculo, que surpreende pelos números de canto e dança e já passou por seis cidades, conta com 14 atores em cena, 32 técnicos, cerca de 400 horas de ensaio, 8 músicos na orquestra, mais de 200 figurinos e 10 trocas de roupas, realizadas por Cláudia em incríveis 60 segundos no decorrer do show. Os figurinos, assinados por Fábio Namatane, remetem ao luxo e ao glamour dos clássicos da Broadway e, por isso, um dos trajes mais belos é o dos agradecimentos finais, um vestido coberto por mais de 250 mil cristais.

O musical tem seu trunfo na grandiosidade, que vai desde o cenário colorido e tecnológico – assinado por Gringo Cardia – à beleza e precisão técnica dos números de dança e canto que, sempre bem humorados, passam por “estilhaços de memória”, como diz a própria Cláudia, para retratar a carreira da atriz por meio da representação de personagens emblemáticos dos palcos e da TV. Por isso, a personagem Tancinha, da novela “Sassaricando”, que a projetou nacionalmente, tem momento de destaque no musical. Em entrevista coletiva no lançamento do musical, Cláudia relembra a importância desse papel e o processo do resgate para construir o personagem mais uma vez. Tonhão, da TV Pirata, é também relembrado em cena assim como Sheila, do musical A Chorus Line e Sally Bowles, do clássico do teatro e do cinema Cabaret.

Uma das curiosidades é que Claudia, em cena, utiliza perucas importadas de Paris. Ela explica que esse é um dos truques que só quem se envolve com teatro musical sabe. Devido a sua memorável trajetória nos palcos, outra curiosidade e um ponto positivo do espetáculo é a interação com o público, proporcionada pelo carisma da protagonista.  Em um momento da peça, Cláudia Raia desce do palco e arranca risadas eufóricas da plateia.

No entanto, embora seja marcada pelo humor, também há espaço para a emoção em Raia 30, como quando ela interpreta a canção “The Man I Love”, clássico do compositor estadunidense George Gershwin, para falar de sua vida amorosa e quando dedica um momento do espetáculo para agradecer todo apoio que recebeu para seguir a carreira artística.

Por fim, o espetáculo termina por ser uma grande celebração e tem seu clímax no número “Não fuja da Raia”, que revive o programa apresentado pela atriz nos anos 1980 e que foi aplaudido de pé, mesmo antes do fim da apresentação, na passagem do espetáculo por Recife.

“Eu estou, dessa vez, apoiada a mim mesma, não tenho escudo para representar. Agora eu sou o personagem.”, diz Cláudia, que com seus espetáculos fez história como pioneira no teatro musical brasileiro. A influência da atriz para a ascensão desse gênero, cada vez mais popular no Brasil, é motivo de reverência.

 

Foto de capa por Paschoal Rodriguez

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